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Queimadas – Um grande crime sem punição

Por Gisela Introvini


Fazenda Sol Nascente, com 70 hectares de plantio, trabalhamos com pesquisa de soja, milho, culturas alternativas, pastagem e integração, pastagem com floresta onde promovemos o desenvolvimento sustentável em favorecimento de todos. Já fomos vítimas de queimadas por três vezes. A primeira neste mesmo local, perdemos plantio de eucaliptos, com pastagens, projeto ILPF. Na segunda um viveiro de mudas onde mais de 5 mil mudas, já foram distribuídas gratuitamente na região a produtores, alunos e para a ONG Tribal distribuir nas suas campanhas. Recentemente, o fogo retornou no mesmo local da ILP ao entardecer, uma área situada próximo a estrada que vai a Associação São Cardoso e, se não fossem os funcionários da FAPCEN que retornaram de suas casas para fazer este controle, teríamos perdido novamente todo este projeto e o fogo estenderia nas áreas de pesquisa.

Fico aqui pensando, PUNIÇÃO ou CONCIENTIZAÇÃO ?

 Punição, quem irá achar culpados e punir pelo ato praticado?

 Conscientização, já fizemos por diversas vezes palestras e movimentos contra as queimadas junto ao Corpo de Bombeiros, no AGROBALSAS.

 O que mais devemos fazer então? 

Aqui, foram pequenas áreas não significativas, mas como acontece em grandes propriedades, o fogo praticado pela caça ilegal, pelos usuários de cigarros, onde se alastra sobre 10 ou 15 anos de palhadas deixadas sobre os solos, que nos garantem a proteção, que traduz nos altos tetos de produtividades que geram rendas e empregos a todos.

Recordando 2017, onde a mídia nos mostrou animais em fuga causado pelo fogo, espécies raras dos cerrados queimando, até a pecuária sem saber onde ir, gado em correndo e morrendo ocasionado pelas chamas como se vê num filme de terror.

O que fazer? A quem buscar auxilio? Onde estão as campanhas políticas necessárias?

Como seria bom, se todos, pudessem entender o papel que ocupamos nestes Cerrados, que somente com o entendimento de todos, poderíamos respeitar a terra que nos acolhe e a partir dela obter os alimentos necessários.

Fica aqui apenas uma dica, um alerta, porque sabemos, o FOGO em 2018, “AINDA NEM COMEÇOU”.

Pelo que entendemos promete ser mais ousado e ignorante, combinando com as mãos e pensamentos dos que lhes oferecem sintonia.

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