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Soja Cerrados Nordestinos, MA e PI modelo em preservação ambiental em alta produtividade

Após visita de três dias percorrendo os diferentes municípios do sul do Maranhão e sudoeste do Piauí, integrantes da rede World Wildlife Fundation (WWF) pertencentes a diferentes países avaliaram o que presenciaram nas propriedades rurais certificadas RTRS e não certificadas ainda, como também as comunidades ao redor, as cidades do agronegócio, os sistemas de plantio com diferentes palestras, debates e discussões a respeito do que somos, fazemos e como iremos proceder nas regiões dos cerrados nordestinos que plantam soja,

Nesta caravana estavam, Margareta Renstrom, Margaret Arbuthnot e Luis Neves da Suécia; Sandra Mulder – da Holanda; Lenaïc Moniot da França; Pavel Boev da Rússia; Li Howard, Kate Schaffner dos USA; Elly Peters da Bélgica; Ian McConnel da Austrália; Emma Keller da UK; Jin Zhonghao da China, conduzidos por Edegar Rosa, Jean Timmers e Carolina Siqueira da WWF Brasil.

O roteiro do grupo iniciou com uma palestra na Fazenda Sol Nascente, realizada por Gisela Introvini sobre o Estado do Maranhão e apresentou os trabalhos que a FAPCEN vem executando junto as propriedades rurais, estando nesta recepção juntamente com o Presidente Paulo Kreling e Secretario do Meio Ambiente do município de Balsas Rui Arruda. Na sequencia a caravana seguiu para conhecer os produtores rurais da comunidade São Cardoso, onde foram surpreendidos com uma apresentação das crianças daquela comunidade sobre o respeito que o ser humano deve ter sobre o meio ambiente.

Seguindo para as cidades de Ribeiro Gonçalves, Sebastião Leal e Uruçui (PI), estes pesquisadores se reuniram com autoridades, produtores de soja, visitaram plantações de soja em época de colheita, conheceram sistemas que garantem produtividade da soja pelo trabalho realizado no perfil do solo, a exemplo que oferece a Fazenda Santa Luzia, integrando lavoura, pecuária com floresta e o sistema São José que permite três safras a ser lançado pelo Grupo Risa na Fazenda Roseira, ambas propriedades situadas no Maranhão, como também a Fazenda Progresso exemplo nacional m certificação de soja RTRS e Fazenda Chapadão do Céu que demonstra a possibilidade do plantio de soja não transgênica 80% numa área de 7 mil hectares e suas vantagens.

O Coordenador do Programa Agricultura e Alimentos da WWF Brasil, Edegar Rosa comentou sobre a visita do grupo, o que permitiu levar um pouco da realidade que está acontecendo a agricultura nos estados, Maranhão e Piauí para outros países.

“Como a produção de Commodities visa o mercado internacional e os compradores têm o interesse de saber qual é o impacto causado por essa produção, a presença da rede WWF permite entender o que está acontecendo e passar essa mensagem importante para o mercado. Vamos fazer discussões internas e um relatório para avaliarmos como poderemos contribuir para fortalecer uma agricultura que considera a conservação ambiental e produz alimentos. Aqui tem um grande potencial de produção agrícola aliados a biodiversidade e proteção do cerrado. Existem áreas estratégicas. Então o alvo é promover um desenvolvimento que concilie produção de commodities com agricultura familiar existente na região e a conservação ambiental”, disse.

Pontos positivos e negativos na região
Ao mesmo tempo em que vimos a conversão de ecossistemas naturais, nas comunidades locais; vimos agricultores extremamente preocupados com sistemas de produção competentes, buscando usar melhor os recursos naturais e produzir como forma de contribuir para conservação ambiental. Ao mesmo tempo entendemos as necessidades que passa a agricultura familiar e como é a realidade das comunidades tradicionais, entendemos a produção e os modelos que podem ser utilizados aqui no intuito de conciliar melhor a produção e conservação ambiental.
Numa rápida analise, observamos que precisa melhorar a questão de exploração das áreas que já foram abertas e nunca utilizadas e que se encontram muitas delas degradadas, que podem vir a ser utilizadas para a agricultura; fazendo com que essas áreas retomem o papel produtivo; intensificando a produção de maneira sustentável. É um dos desafios que precisamos melhorar muito na região. O ponto positivo é que temos produtores certificados RTRS na região fazendo trabalho interessante sobre o ponto de vista ambiental, social, de relação com a comunidade local e isto observamos que a FAPCEN está fazendo, contribuindo muito neste mercado, de forma positiva.

O Líder Global para silvicultura e mercado da celulose, Luís Neves Silva comentou sobre o modelo de plantações de eucalipto estar sendo realizado em equilíbrio com as comunidades locais e com a natureza; com as florestas naturais; com as zonas de proteção, como APPs (Área de Preservação Permanente); as unidades de conservação ambiental. Propôs uma parcerias com a FAPCEN, com a Suzano que tem um projeto na região de Imperatriz, que pode surgir uma oportunidade de troca de experiência dentro do setor da celulose com o setor do agronegócio. Entendemos que é necessário ter um intercambio técnico entre estes dois setores. Vamos discutir com a FAPCEN este intercâmbio entre os setores da soja e da celulose podem vir a acontecer. A cultura integrada entre lavoura, pecuária e floresta é uma opção em que poderemos incentivar a produção. Também no atual modelo de produção eucalipto em uma área e soja na outra, tem que respeitar a lei, identificar e conservar as APPs. A Silvicultura e o agronegócio devem ter em consideração essas boas práticas, de forma a contribuir para o desenvolvimento dos territórios, beneficiando as comunidades locais, através desses setores econômicos.

O líder mundial para as questões relacionadas a soja da WWF, e vice presidente da RTRS Jean François comentou estar surpreendido com as propriedades rurais que a FAPCEN atua, pelo alto nível que elas se encontram, trabalhando nos 5 princípios a contento, reafirmando que através da certificação tem uma dimensão de acesso a melhores preços e a mercados, mas principalmente cria uma oportunidade para melhorar a eficiência e a gestão de produção das fazendas.

“O processo de reflexão em relação a RTRS traz benefícios para a produção no sentido de melhorar cada vez mais os rendimentos do produtor, através de soluções inovadoras, para trabalhar e intensificar a produção, ganhando rendimento nas áreas que já ocupam. A FAPCEN está fazendo um excelente trabalho neste sentido, promovendo pesquisa e estabelecendo o diálogo com os proprietários e fazendas no sentido de trazer conhecimento de outras regiões e de fora do Brasil, como adaptar estes conhecimentos, criando novas soluções adequadas à está região”.

Pontos positivos e negativos
Nesta região de fronteira vimos desmatamento, e problemas de algumas comunidades que se sentem excluídos do processo como todo, falta de governo. Também aqui, vimos muito empenho por parte dos produtores rurais em ter uma relação e apoio às comunidades locais e em procurar soluções sustentáveis para a produção de alto nível de tecnicidade e um padrão que pode servir de exemplo para muitos no planeta. Vamos levar esse recado lá fora, levando os cerrados nordestinos que plantam soja, no Maranhão e Piaui uma imagem muito positiva e promissora para o futuro.

Para Gisela Introvini, superintendente da FAPCEN que conduziu mais esta caravana, a impressão que se deixa é do trabalho realizado, mostrando de fato, o que somos e fazemos, que o produtor rural não é o destruidor dos cerrados, o especulador de terras, quem faz queimadas e trabalho escravo. Aqui temos uma agricultura promovedora de alimentos equilibrada, muitos produtores estão contribuindo com cidades onde se planta soja, comunidades, escolas fazendo o papel que usualmente não é dele, além de estar mantendo as estradas de produção que servem também além da logística de grãos, agregar valores as comunidades ao redor.

Um agradecimento especial ao Presidente da APROSOJA PIAUI Sr. Altair Fianco, pela belíssima apresentação da historia da introdução da soja no Piauí, do respeito quanto a necessidade da pesquisa, a arte de produzir alimentos e a demonstração que o produtor rural tem quanto a conscientização da conservação do meio ambiente, demonstrando aos grupos que nos visitam, dando provas de uma agricultura organizada. Aos produtores do Piaui, Sr.Cornélio Sanders,Sr. Paulo Dalton e familias, pela recepção e transferência de tecnologias einformação repassada ao grupo, merecedores de nosso respeito e admiração, como também a José Gorgen e sua equipe do Grupo Risa pela oportunidade primeira de conhecer o Sistema São José que permitira três safras e Oswaldo Massao e técnicos, por demonstrar o sistema integração lavoura pecuária com floresta. A equipe FAPCEN, pelos trabalhos desenvolvidos em prol do desenvolvimento sustentável destes estados brasileiros, os cerrados nordestinos.

Fazenda Santa Luzia, Fazenda Roseira e Fazenda Chapadão do Céu

 

 

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